SETI busca vida extraterrestre em novos planetas


SETI busca vida extraterrestre em novos planetas
Rádio-astrônomos escanearam novos alvos encontrados pelo telescópio Kepler em busca de sinais de vida avançada.
O projeto SETI analisa estrelas em busca de ondas de rádio ou luz óptica produzidas artificialmente.
A análise do telescópio Kepler pode auxiliar na busca por vida extraterrestre ao identificar as estrelas com maior probabilidade de abrigarplanetas.
Tem sido um período bastante agitado para quem vasculha o universoatrás de sinais de vida. O projeto internacional SETI (sigla em inglês para Busca de Inteligência Extraterrestre) iniciou suas atividades há 50 anos, analisando as ondas de rádioprovenientes de duas estrelas similares ao nosso Sol, chamadas Tau Ceti e Epsilon Eridani.
Telescópio Kepler, da NASA, enviou rica seleção de alvos em potencial. Até agora, oscientistas encontraram 1.253 estrelas que podem ter planetas orbitando ao seu redor, das quais 55 incluem corpos celestesque parecerem estar em zonas favoráveis à vida.
"É um novo jogo. Agora podemos apontar nossos telescópios para onde sabemos que existem planetas que podem ser habitáveis, em vez de apontar para suas estrelas. É empolgante”, afirma Jill Tarter, diretora de pesquisa do Instituto SETI, ao Discovery Notícias.
A equipe de Tarter já analisou os alvos primários do telescópio em busca de ondas de rádio geradas artificialmente, o que seria uma evidência de uma civilizaçãotecnologicamente avançada passada ou atual. Ainda não há sinais de vida extraterrestre, mas os pesquisadores estão longe de desanimar.
Extrapolando os dados do Kepler, que foram obtidos em um minúsculo segmento dagaláxia, os cientistas calculam que existam cerca de 50 bilhões de planetas na Via Láctea, dos quais 500 milhões podem ser habitáveis. Isso significa que estão a uma distância suficiente da estrela-mãe para que a água líquida se acumule na superfície do planeta. Acredita-se que a água seja o ingrediente essencial para o surgimento da vida.
Além de analisar alvos prováveis, o telescópio Kepler pode auxiliar na busca por vida extraterrestre ao identificar as estrelas com maior probabilidade de abrigar planetas.
"Se descobrirmos que as estrelas do tipo G de uma determinada idade têm maior probabilidade de ter estes tipos de planetas, isso mudaria nossa abordagem”, afirmou Seth Shostakm, astrônomo da SETI, aoDiscovery Notícias.
"O ponto principal é que a fração de estrelas que podem conter um ‘primo’ da Terra, por assim dizer, parece ser da ordem de 5%, talvez 3% ou 10%, algo nesta variação. É uma boa notícia, já que poderia ser uma estrela em 10 mil, em 100 mil e até em um milhão, mas não é”, explicou.
"Isso significa que se houver 100 sistemas estelares, pode-se ter alguma esperança de que alguns destes mundos sejam favoráveis à vida. Mesmo que isso não mude muito a estratégia, há mais chances de sucesso”, destacou Shostak.

NASA anuncia nova missão para estudar interior de Marte



NASA anuncia nova missão para estudar interior de Marte
A InSight é quase uma réplica da Phoenix, variando apenas nos instrumentos, voltados para o estudo do interior de Marte.[Imagem: JPL/NASA]


Marte, Titã e cometa
Nem bem o robô Curiosity começou a disparar seu raio laser nas rochas de Marte e a NASA já se prepara para enviar outra nave para o planeta vermelho.
Ao contrário dos robôs marcianos, a missão InSight consistirá em uma sonda fixa, que pousará em Marte, mas fará seus estudos, com duração prevista de dois anos, sempre no mesmo lugar.
A NASA selecionou a nova sonda em detrimento de duas outras missões, uma para coletar amostras de um cometa e outra para explorar a lua Titã, de Saturno onde recentemente foram encontrados indícios de um oceano.
O objetivo da InSight será estudar o interior de Marte, na tentativa de descobrir porque o planeta não possui placas tectônicas que se deslocam, como na Terra.
Os cientistas esperam que a comparação entre o interior da Terra e o interior de Marte dê informações mais substanciais sobre o processo de formação dos planetas rochosos.
Martemotos
A sonda será quase uma réplica da Phoenix, que pousou em Marte em 2008, mas que funcionou por apenas cinco meses.
A diferença está nos instrumentos, voltados para estudos de subsuperfície.
Um dos instrumentos, a ser fabricado pela agência espacial francesa, vai tentar monitorar "martemotos" - os terremotos de Marte.
A agência espacial alemã, por sua vez, contribuirá com um instrumento para medir o calor que emana do interior de Marte em direção à sua superfície.
A InSight deverá ser lançada em Março de 2016, chegando a Marte em Setembro do mesmo ano.

Descobertos dois planetas orbitando dois sóis



Descobertos dois planetas orbitando dois sóis
Os astrônomos estão interessados nas luas do exoplaneta 47b, que circunda suas duas estrelas dentro da zona habitável. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/T.Pyle]

Complexidade cósmica
Astrônomos encontraram um sistema multiplanetário circumbinário.
O primeiro planeta circumbinário - um planeta que orbita duas estrelas- foi descoberto há cerca de um ano.
Logo depois, novos estudos indicaram que planetas com dois sóis são comuns.
Isto deixou os teóricos estarrecidos, porque muitos achavam que o equilíbrio orbital seria complexo demais para se sustentar.
Mas o Universo parece dar conta de combinações muito mais complexas.
Há cerca de seis meses descobriu-se um planeta com três sóis, além do que, potencialmente habitável.
Agora, novamente usando o telescópio espacial Kepler, astrônomos descobriram um sistema composto de duas estrelas e de pelo menos dois planetas, no qual os dois planetas orbitam as duas estrelas.
É um sistema que bem se poderia chamar de "caótico", não fosse o fato de que ele está lá, bem estável, a menos de 5.000 anos-luz da Terra, na Constelação do Cisne.
Descobertos dois planetas orbitando dois sóis
Comparação entre o Sistema Solar e o sistema planetário Kepler-47, com suas duas estrelas e seus dois planetas já descobertos. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle]
Luas habitáveis
O par de estrelas gira uma em torno da outra a cada 7,5 dias. Uma das estrelas é parecida com o nosso Sol, enquanto a outra é bem menor, com um terço do tamanho e com um brilho 175 vezes menor do que sua companheira.
O planeta interno - chamado Kepler 47b - tem um diâmetro três vezes maior que o da Terra e gira em torno do par de estrelas a cada 49 dias.
O planeta mais externo - chamado Kepler 47c - é cerca de 4,5 vezes maior que a Terra (um pouco maior que Urano) e orbita as estrelas a cada 303 dias, o que o torna o exoplaneta mais afastado de sua estrela descoberto até agora.
Mais interessante ainda, esse planeta exterior orbita as estrelas dentro da faixa que os astrônomos convencionaram chamar de zona habitável - a região ao redor de uma estrela onde um planeta rochoso pode ter água líquida em sua superfície.
"Embora o planeta exterior seja provavelmente um gigante gasoso e, portanto, inadequado para a vida, luas grandes, se presentes, seriam mundos interessantes de se investigar, já que elas poderiam potencialmente abrigar a vida ", disse William Welsh, da Universidade Estadual de San Diego, coautor do estudo.

Halo de gás quente pode explicar matéria perdida do Universo



Halo de gás quente em torno da Via Láctea pode explicar matéria perdida
O halo em torno da Via Láctea pode ter até 2,5 milhões de graus - centenas de vezes mais quente do que a superfície do Sol - e pode conter a matéria comum ainda não detectada pelos astrônomos.[Imagem: NASA/CXC/M.Weiss;NASA/CXC/Ohio State/A.Gupta et al.]
Um estudo feito por um grupo internacional de astrônomos encontrou indícios de que a Via Láctea está envolta por um enorme halo de gás quente.
A formação se estende por centenas de milhares de anos-luz e tem massa comparável com a soma das massas de todas as estrelas da galáxia.
O estudo foi conduzido a partir de observações feitas por meio doChandra, o observatório de raios X da NASA.
Se a dimensão e a massa do halo de gás forem confirmadas, isso poderá resultar em uma explicação para o problema conhecido como "bárions perdidos da galáxia".
Matéria bariônica
Bárions são partículas, tais como prótons e nêutrons, que compõem mais de 99,9% de toda a massa de átomos existente no Universo.
Matéria bariônica representa a matéria tal como nossos sentidos a captam, diferentemente de outros componentes do Universo, como a matéria escura e a energia escura.
Medidas de halos de gases e de galáxias extremamente distantes indicaram que a matéria bariônica presente quando o Universo tinha apenas 4 ou 5 bilhões de anos representava cerca de um sexto da massa e da densidade da matéria não observável - também chamada de matéria escura.
É importante notar que "matéria não observável" é diferente de matéria ainda não encontrada: mesmo que a matéria bariônica seja perfeitamente detectável pelos nossos instrumentos, uma porção significativa dessa "matéria normal" ainda não foi encontrada.
É aí que o novo estudo mostra a sua importância.
Um censo feito recentemente estimou o total de bárions presente nas estrelas e gases na Via Láctea e em galáxias vizinhas. O resultado apontou que pelo menos metade dos bárions simplesmente não estava presente.
Outros estudos haviam indicado que a Via Láctea e suas vizinhas estariam envoltas em gases com temperaturas que variam aproximadamente entre 100.000 e 1 milhão de graus Celsius.
O novo estudo sugere que o halo em torno da Via Láctea pode ter até 2,5 milhões de graus - centenas de vezes mais quente do que a superfície do Sol.
Matéria perdida do Universo
Os cientistas também concluíram que a massa de gás do halo é equivalente à massa de mais de 10 bilhões de vezes a do Sol. E pode ser ainda maior, chegando a 60 bilhões de vezes a do Sol.
A pesquisa feita por Anjali Gupta, da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, aponta uma possibilidade para a dúvida de onde foram parar os bárions perdidos na Via Láctea: eles estariam escondidos no halo que envolve a galáxia.
E a densidade estimada do halo é tão pequena que halos em outras galáxias podem ter escapado das observações dos astrônomos até hoje.
Lançado em 1999, o Chandra é um dos quatro Grandes Observatórios da NASA, ao lado do Hubble, do Compton (de raios gama) e do telescópio espacial Spitzer.

Hubble capta estrela arrancando atmosfera de exoplaneta



Hubble capta estrela arrancando atmosfera de exoplaneta
Os pesquisadores calculam que pelo menos 1.000 toneladas de gás estão deixando a atmosfera do planeta a cada segundo.[Imagem: NASA]


Erupção estelar
Uma equipe internacional de astrônomos, usando dados do Telescópio Espacial Hubble, detectou mudanças significativas na atmosfera de um planeta localizado fora do nosso Sistema Solar.
Os cientistas concluíram que as variações atmosféricas ocorreram em resposta a uma fortíssima erupção da estrela, um evento observado por um outro telescópio da NASA, o Swift.
"A cobertura com múltiplos comprimentos de onda do Hubble e do Swift nos deu uma visão sem precedentes da interação entre uma erupção em uma estrela ativa e a atmosfera de um planeta gigante," disse o coordenador da pesquisa, Alain Lecavelier, do Instituto de Astrofísica de Paris.
Júpiter quente
O exoplaneta é o HD 189733b, um gigante gasoso semelhante a Júpiter, mas cerca de 14% maior e mais massivo.
Os astrônomos classificam-no como um "Júpiter quente". Observações anteriores do Hubble mostraram que a atmosfera do exoplaneta atinge uma temperatura superior a 1.000º C.
O planeta orbita sua estrela a uma distância de apenas 3 milhões de quilômetros, cerca de 30 vezes mais perto que a distância da Terra ao Sol, e completa uma órbita a cada 2,2 dias.
A estrela, chamada HD 189733A, tem cerca de 80% do tamanho e da massa do nosso Sol.
Os pesquisadores calculam que pelo menos 1.000 toneladas de gás estão deixando a atmosfera do planeta a cada segundo.
Os átomos de hidrogênio estão sendo ejetados em velocidades superiores a 480.000 km/h.

Pulsar superpesado desafia teoria de Einstein



Pulsar superpesado desafia teoria de Einstein
Pulsares são corpos celestes que giram muito rapidamente, uma espécie de farol espacial, com diferença que, enquanto os faróis marítimos emitem um feixe de luz, o pulsar emite um feixe de ondas de rádio. [Imagem: David A. Aguilar (CfA)/NASA/ESA]


Farol cósmico
A lista dos objetos mais densos do Universo acaba de ganhar um novo campeão verdadeiramente peso-pesado.
Astrônomos identificaram um pulsar do tamanho de uma pequena cidade do interior, mas pesando o equivalente a 2,04 vezes a massa do Sol - o recorde anterior era de 1,97 massa solar.
Isso tornaria o J0348+0432 um candidato ideal para testar a teoria da gravidade de Einstein, não fosse o fato de que sua mera existência faz a teoria de Einstein tremer nas bases.
Pulsares são corpos celestes que giram muito rapidamente, uma espécie de farol espacial, com diferença que, enquanto os faróis marítimos emitem um feixe de luz, o pulsar emite um feixe de ondas de rádio.
Eles são essencialmente estrelas de nêutrons muito pequenas e muito densas.
Os pulsares mais rápidos compõem sistemas binários com uma estrela ou uma anã-branca - ele aumenta sua velocidade roubando matéria de sua companheira. Depois de bilhões de anos, os dois acabam colidindo e se fundindo.
Ondas gravitacionais
Segundo a teoria da relatividade geral de Einstein, que descreve como a gravidade funciona, os dois corpos induzem ondulações muito fortes no espaço-tempo - as chamadas ondas gravitacionais.
Até hoje ninguém conseguiu observar uma onda gravitacional, mas os cientistas consideram muito fortes os indícios de que elas existam de fato.
O pulsar superpesado agora encontrado emite seu feixe de ondas de rádio a cada 39 milissegundos, fazendo par com uma pequena estrela, com 0,172 massa solar.
Isso torna o binário particularmente interessante para estudar a gravidade, devido à diferença de massa entre os dois. Algumas teorias alternativas da gravidade preveem que, em uma situação dessas, devem existir efeitos gravitacionais ocorrendo no interior do pulsar que não ocorreriam na pequena estrela companheira.
Se essas teorias estiverem corretas, a distância entre os dois objetos deve diminuir mais rapidamente do que aconteceria se o comportamento gravitacional puder ser explicado unicamente pela teoria de Einstein.
Especulações
Mas talvez nem seja preciso esperar por essas medições, já que só o volume extra do pulsar pode ser um problema para a relatividade geral.
Os pulsares empacotam suas massas solares em uma bola de não mais do que 20 ou 24 km de diâmetro.
As teorias que estudam o colapso dos átomos preveem que as estrelas de nêutrons não poderiam se espremer muito mais do que isso, ou colapsariam inteiras, transformando-se em um buraco negro.
"Se o próximo detentor do recorde se mostrar significativamente acima de 2 massas solares, então vamos ter que voltar à prancheta... possivelmente pensando em modificações na relatividade geral," afirma Feryal Ozel da Universidade Estadual do Arizona em Tucson.
Ozel está aguardando novas medições, que irão reduzir a incerteza sobre a massa do novo pulsar antes de ficar preocupada, "mas 2,04 massas solares está chegando ao ponto em que vamos precisar verificar tudo," disse ela.

Sonda Cassini encontra sinais de oceano em lua de Saturno


Sonda Cassini encontra sinais de oceano em lua de Saturno

A composição do interior de Titã foi deduzida a partir de medições gravitacionais realizadas pela sonda Cassini. [Imagem: A.Tavani]

Lua maleável
Medições do campo gravitacional de Titã, uma das luas de Saturno, obtidas pela sonda Cassini, sinalizam a existência de um oceano de água sob a superfície, como vem sendo sugerido por pesquisadores há vários anos.
A Cassini vem recolhendo dados sobre Saturno e suas luas desde que a sonda entrou em sua órbita, em 2004.
Ela efetuou medições da gravidade durante seis sobrevoos realizados sobre Titã, entre 2006 e 2011, o suficiente para lançar novas luzes sobre a estrutura interior da lua.
Luciano Iess, da Universidade La Sapienza, na Itália, analisou os novos dados e descobriu que eles revelam o interior de Titã como muito flexível, deformando-se de tal maneira que só seria compatível com um enorme corpo liquefeito mexendo-se no interior da lua.
Ele e seus colegas dos EUA e da Itália identificaram oscilações de maré muito fortes conforme a lua orbitava em torno de Saturno.
Marés sólidas
Se Titã fosse composta inteiramente de rocha sólida, a atração gravitacional de Saturno poderia causar protuberâncias, ou "marés sólidas", de não mais do que 1 metro de altura.
Mas os dados mostram que Saturno cria marés sólidas de aproximadamente 10 metros de altura, o que sugere que Titã não é inteiramente formada por material rochoso sólido.
Na Terra, as marés resultantes da atração gravitacional da Lua e do Sol puxam nossos oceanos superficiais. No mar aberto, essas marés podem atingir 60 centímetros.
Embora a água seja mais fácil de se mover, o puxão gravitacional também faz com que a crosta da Terra apresente protuberâncias, com marés sólidas de cerca de 50 centímetros.
Oceano de Titã
A presença de uma camada subsuperficial de água líquida em Titã não é em si um indicador para a vida.
Os cientistas acreditam seja mais provável que a vida surja quando água líquida entra em contato com rochas, e essas novas medições não permitem concluir se o fundo do oceano de subsuperfície é feito de rocha ou de gelo.
Mas os resultados têm uma grande importância para o mistério da reposição de metano em Titã.
"A presença de uma camada de água líquida em Titã é importante porque queremos compreender como o metano é armazenado no interior de Titã, e como ele pode vazar até a superfície," disse Jonathan Lunine, da Universidade de Cornell.
"Isso é importante porque tudo o que é único sobre Titã deriva da presença de metano em abundância, mas o metano na atmosfera é instável e destruído em escalas de tempo geologicamente muito curtas," completa.
Um oceano de água líquida, "salgado" com amônia, poderia produzir líquidos que borbulham através da crosta, liberando metano do gelo e reabastecendo o metano que se degrada na atmosfera.
Assim, o eventual oceano de subsuperfície funcionaria também como um reservatório profundo de metano.

A GUERRA NO ESPAÇO E AS NOVAS ARMAS TECNOLÓGICAS


A GUERRA NO ESPAÇO E AS NOVAS ARMAS TECNOLÓGICAS

 
Satélites bélicos, armas de laser e canhões silenciosos. Ficção científica? Não, é a guerra chegando a ùltima fronteira humana: O espaço. Conheça tecnologias militares que poderiam ser utilizadas na guerra do futuro.
guerra das estrelas tecnologia espacial
Estamos no ano de 1983. A tensão entre Estados Unidos e União Soviética está no seu pico. Depois da eleição do republicano Ronald Reagen como quadragésimo presidente americano. Reagen, que ao contrário de seus sucessores, pregava a volta do cerco soviético, acabara de lançar o mais polêmico programa bélico da história recente: A Iniciativa Estratéga de Defesa (em inglês, SDI ou Strategic Defense Initiative), ou como ficou popularmente conhecido, Programa “Guerra nas Estrelas”, em uma alusão clara ao filme de George Lucas. 
Apesar do nome, o programa americano tinha bases bem terrestres: Uma rede de radares e mísseis em terra esquadrinharia o espaço para impedir ataques transcontinentais por parte da União Soviética. Embora o projeto nunca tenha realmente sido colocado em prática, representou o rompimento de uma barreira na milenar arte da beligerância. O espaço, antes apenas temido e explorado, agora se tornaria palco da estupidez e truculência humana.
Apesar do insucesso do Programa ainda no fim dos anos 80 (embora o Presidente George W. Bush tenha reativado no seu mandato, o que provocou novas tensões com a Rússia e a China), o espaço exterior pode não estar totalmente livre da guerra. De fato, assim como o mar, o espaço é considerado uma área de livre exploração. Porém, poucas são as nações que detém capital tecnológico e financeiro para tal. Desse modo, é fácil pensar que algumas nações, mais do que outras, tem interesse no desenvolvimento de armas espaciais.
Além dos Estados Unidos e da Rússia, que apesar de hoje viverem uma certa calmaria política possuem algumas opiniões bem antagonicas sobre alguns assuntos territoriais, também podemos citar a China como uma possivel nova potência espacial. Ora, o que impediria os chineses de colocar tecnologias de guerra no espaço? Considerando ainda a sua aproximação com a Coréia do Norte e a cisma com o ocidente nas questões ambientais, podemos ter um painel assustador do perigo que isso representaria.
Embora muitas pessoas não percebam, as tecnologias militares espaciais já fazem parte de nossa vida. A popularização dos celulares só foi possivel através dos testes de comunicação militar que popularizaram o uso de microondas. Outro exemplo é o GPS, desenvolvido originalmente para ataques militares de aviões e mísseis. Ainda hoje os aparelhos GPS domésticos tem uma porcentagem de erro na casa dos três metros, de maneira que apenas os militares utilizem os equipamentos com precisão de 100%.
E o que está sendo feito de efetivo nesse sentido? No espaço, pouco ainda. Americanos e Israelenses trabalham em uma tecnologia conhecida como MTHEL (sigla para Mobile Tactical High Energy Laser ou Laser Tático Movel de Alta Potência), baseada em um pulso de luz produzido por fluoreto de deutério. O pulso gera uma temperatura de milhares de graus no alvo, e pode ser disparado instantaneamente, uma vez que viaja na velocidade da luz.
Uma solução parecida foi testada em aviões Hércules da Força Áerea americana. Constituído basicamente de uma fonte de energia que estimula o Iodo, seria uma arma com um alcance estimado em 20km, e precisão suficiente para estourar os pneus de um carro em terra. Por enquanto, um dos segredos bem guardados da NASA é o ASAT, ou Anti-Satellite Weapon. Instaladas em satélites, sua função seria destruir ou avariar satélites e outros equipamentos em órbita pertecentes ao inimigo. Como saber se não existem uma ou várias dessas sobre nossas cabeças?
Mais impressionante talvez seja a arma conhecida como DREAD, um canhão de alta potência que dispara projéteis esféricos em altíssima velocidade, com distância média de 01 cm entre cada um deles. Pior: O DREAD é absolutamente silencioso e não produz fumaça, pode atingir mais de um alvo simultaneamente e sim, pode ser acoplado em satélites e aviões.
Estamos seguros? O que podemos esperar é que a humanidade tenha aprendido como um todo que a guerra, independente das sua proporções nunca tem vencedores, apenas vantagens políticas e econômicas. Atualmente as grandes nações tem caminhado no sentido de resolver suas pendências através de tratados e acordos bilaterais. Mas a estupidez humana é incalculavelmente superior ao seu bom-senso, e não existe nada que possa impedir a criação de armas cada vez mais potentes e letais. Talvez estejamos caminhando para um futuro onde o céu deixe de ser sinônimo de paz e tranquilidade.



Meteoritos de Marte têm moléculas orgânicas, mas não biológicas




Marte tem moléculas de carbono orgânico, mas não biológico

O meteorito marciano ALH84001, com cerca de 9 centímetros, é um dos 10 que possuem moléculas orgânicas, mas não biológicas.[Imagem: NASA/JSC/Stanford University]




Busca de vida em Marte
"Moléculas orgânicas descobertas em meteorito marciano".
Se isto lhe parece familiar, eventualmente até com um cheiro de naftalina, não precisa se preocupar.
Juntamente com as "descobertas de água em Marte" e as impressionantes "descobertas de água na Lua", em volumes que chegaram a ser comparados aos oceanos da Terra, o assunto é polêmico e, por isso mesmo, repetitivo.
Moléculas com grandes cadeias de carbono e hidrogênio - os chamados blocos básicos de construção de toda a vida na Terra -, têm sido alvos das missões a Marte desde as sondas Viking, nos anos 1970.
Pelo menos 10 anos antes disso, essas moléculas já haviam sido encontradas em meteoritos de Marte caídos aqui na Terra.
Mas, desde essas primeiras descobertas, os cientistas têm discordado sobre como essas moléculas orgânicas teriam se formado, e se elas teriam ou não vindo realmente de Marte.
Moléculas orgânicas em Marte
Um novo estudo, publicado hoje na revista Science, fornece fortes argumentos de que este carbono teria se originado realmente em Marte, não sendo fruto de contaminação terráquea.
Mas a ressalva deve ser feita com ênfase, dizem os cientistas: as moléculas de carbono marciano não têm origem biológica.
Ou seja, as moléculas de carbono não são "prova da existência de vida em Marte", elas se originaram de processos vulcânicos.
Se elas se juntaram para formar vida marciana no futuro do planeta - depois que as rochas agora estudadas foram arrancadas de lá - é assunto que permanece em aberto.
Os que os cientistas argumentam é, essas moléculas orgânicas - ou seja, moléculas à base de carbono - não são moléculas biológicas. Embora os compostos orgânicos de carbono sejam essenciais para a vida, eles podem ser criados também por processos não-biológicos.
Marte tem moléculas de carbono orgânico, mas não biológico
Para fugir dos argumentos da contaminação, os cientistas procuraram pelas moléculas de carbono no interior dos cristais dos meteoritos, sem quebrar esses cristais, usando uma técnica chamada espectroscopia Raman. [Imagem: Steele et al./Science]
De resto, não há consenso entre os cientistas sobre a origem dessas macromoléculas de carbono detectadas nos meteoritos marcianos - simplesmente não há dados suficientes para qualquer conclusão definitiva.
Fora aqueles que argumentam que sua origem é a contaminação em outros meteoritos ou aqui na Terra mesmo, os argumentos dividem-se entre reações químicas em Marte, ou restos de vida biológica nos primórdios do planeta.
Origem vulcânica
Andrew Steele e seus colegas examinaram amostras de 11 meteoritos marcianos, cujas idades abrangem cerca de 4,2 bilhões de anos de história marciana.
Para fugir dos argumentos da contaminação, eles procuraram pelas moléculas no interior dos cristais dos meteoritos, sem quebrar esses cristais, usando uma técnica chamada espectroscopia Raman, que usa o espalhamento da luz de um laser no material para determinar sua estrutura atômica e sua composição química.
A equipe detectou compostos de carbono grandes em 10 dos meteoritos estudados, no interior dos grânulos cristalizados dos minerais, demonstrando que pelo menos algumas dessas moléculas são de fato marcianas.
Seus resultados indicam que o carbono foi formado durante o vulcanismo em Marte, mostrando que a química orgânica está presente na maior parte da vida de Marte - de resto, uma boa notícia para a busca de sinais de vida em Marte.
"Entender a gênese dessas macromoléculas não-biológicas de carbono é crucial para o desenvolvimento de futuras missões para detectar sinais de vida em nosso planeta vizinho," disse Steele.

Sol viaja lento demais pela galáxia para causar onda de choque

Redação do Site Inovação Tecnológica - 11/05/2012
Sol viaja lento demais pela galáxia para causar onda de choque
Décadas de pesquisas terão que ser refeitas, porque todos os cálculos incluíam uma onda de choque que agora se descobriu que não existe.[Imagem: SRI]
Sol lento
A onda de choque espacial, que os cientistas acreditavam existir na fronteira entre o Sistema Solar e o espaço interestelar, não existe.
E não existe porque o Sol se move através da galáxia a uma velocidade menor do que havia sido calculado, com uma interação mais fraca com o resto da galáxia.
A conclusão veio da análise detalhada dos dados da sonda espacial IBEX (Interstellar Boundary Explorer), lançada pela NASA em 2008 justamente para estudar nossos limites interestelares.
Marola cósmica
Nosso Sistema Solar viaja através da galáxia no interior de uma espécie de casulo, a heliosfera, uma "bolha" formada por campos magnéticos e pelo vento solar.
O limite da heliosfera, onde o vento solar interage com o resto da galáxia, marca a fronteira do Sistema Solar.
As teorias indicavam que essa interação causava uma onda de choque, semelhante ao chamado "boom sônico", que ocorre aqui na Terra quando um avião ultrapassa a velocidade do som.
Mas os novos dados indicam que o Sistema Solar não faz mais do que uma "marola" no resto da galáxia - uma espécie de onda de proa, aquela que se pode ver à frente de um navio que avança pelo mar.
Sol viaja lento demais pela galáxia para causar onda de choque
Ondas de choque já foram documentadas em outras estrelas, mas nosso Sol viaja pela galáxia a uma velocidade lenta demais, causando apenas uma onda de proa. [Imagem: NASA/ESA/JPL-Caltech/Goddard/SwRI]
Velocidade do Sol
Os dados indicam que o Sistema Solar viaja pela galáxia a uma velocidade de 83.680 km/h, "lento" demais para criar uma onda de choque.
"Embora ondas de choque certamente existam à frente de muitas outras estrelas, nós descobrimos que a interação do nosso Sol não atinge o limite crítico para formar um choque. Assim, uma onda de proa é uma descrição mais precisa do que está acontecendo à frente da nossa heliosfera," disse David McComas, líder do estudo.
Os dados indicam ainda que a pressão magnética do meio interestelar é mais forte do que se calculava, o que exige velocidades ainda maiores para gerar uma onda de choque.
De volta à prancheta
"É muito cedo para dizer exatamente o que esses novos dados significam para a nossa teoria da heliosfera. Décadas de pesquisas exploraram cenários que incluíam uma onda de choque. Todas essas pesquisas agora terão que ser refeitas com os novos dados," disse McComas.
Haverá certamente implicações, por exemplo, para a forma como se calcula a propagação dos raios cósmicos galácticos e como eles entram no Sistema Solar, um tema de muito interesse para as viagens espaciais.
Bibliografia:

The Heliosphere’s Interstellar Interaction: No Bow Shock
D. J. McComas, D. Alexashov, M. Bzowski, H. Fahr, J. Heerikhuisen, V. Izmodenov, M. A. Lee, E. Möbius, N. Pogorelov, N. A. Schwadron, G. P. Zank
Science
DOI: 10.1126/science.1221054

Pulsares


Pulsares

O Pulsar de Caranguejo. Esta imagem combina informação óptica recolhida peloHubble (a vermelho) e imagens raio-X doChandra (a azul).
Pulsar ou pulsares são estrelas de nêutrons muito pequenas e muito densas.
Os pulsares podem apresentar um campo gravitacional até 1 bilhão de vezes maior que o campo gravitacional terrestre. Eles provavelmente são os restos de estrelas que entraram em colapso, fenômeno também conhecido como supernova.
À medida que uma estrela vai perdendo energia, sua matéria é comprimida em direção ao seu centro, ficando cada vez mais densa. Quanto mais a matéria da estrela se move em direção ao seu centro, mais rápidamente ela gira. Qualquer estrela possui um campo magnético que em geral é fraco, mas quando o núcleo de uma estrela é comprimido até se tornar uma estrela de nêutrons, o seu campo magnético também sobre compressão, com isso as linhas de campo magnético ficam mais densas, dessa forma tornam o campo magnético muito intenso, esse forte campo junto com a alta velocidade de rotação passa a produzir fortes correntes elétricas na superfície da estrela de nêutrons.
Os prótons e elétrons ligados de maneira “fraca” à superfície dessas estrelas são impulsionados para fora e fluem, pelas linhas do campo magnético, até os pólos norte e sul da estrela. O eixo eletromagnético da estrela de nêutrons não necessita estar alinhado com o eixo de rotação. Quando isso acontece, temos o pulsar.
Essas estrelas possuem duas fontes de radiação eletromagnética: A primeira é a radiação síncrotronque não é térmica, ela é emitida por partículas presas ao campo magnético dessas estrelas. A segunda é a radiação térmica que composta por raios-x, radiação óptica, etc. Essa radiação ocorre devido ao choque de partículas com a superfície junto aos pólos dessa estrelas.
Com o desalinhamento entre o eixo magnético e o de rotação, a estrela emite uma enorme quantidade de radiação pelos pólos, que varre diferentes direções no espaço, sendo assim só podemos detectar as estrelas de nêutrons quando nosso planeta está na direção da radiação emitida pela estrela. Essa radiação recebe o nome de pulso, pois vem até nós como uma série de pulsos eletromagnéticos.
O pulsar emite um fluxo de energia constante. Essa energia é concentrada em um fluxo de partículaseletromagnéticas. Quando a estrela gira, o feixe de energia é espalhado no espaço, como o feixe deluz de um farol. Somente quando o feixe incide sobre a Terra é que podemos detectar os pulsares através de radiotelescópios.
A luz emitida pelos pulsares no espectro visível é tão pequena que não é possível observá-la a olho nu. Somente os radiotelescópios podem detectar a forte energia que eles emitem.