O projeto "Céu Aberto - O Universo Exposto" acontece no Sesc São José dos Campos



Uma exposição aberta nesta quinta-feira, 9, em São José dos Campos, oferece ricas informações sobre astronomia. Intitulado “Céu Aberto - O Universo Exposto”, o projeto busca ampliar o interesse pela cultura científica em crianças e jovens, além de disseminar a importância do trabalho científico entre eles.

O projeto, que acontece na unidade Sesc da cidade, é inspirado no “Ano Internacional da Astronomia”, que comemora os quatro séculos que separam o atual estágio da ciência astronômica das primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é parceiro no evento e apresentará uma série de palestras, oficinas, vivências, passeios turísticos e apresentações artísticas.

Até o mês de outubro, serão várias palestras, exposições, sessões de observação e até uma viagem astronômica. As ações buscam unir a sociedade em torno de uma análise sobre os mistérios que ainda cercam o universo e os avanços científicos já realizados no sentido de compreender a existência do universo.

Veja as atrações programadas para o mês de julho:

Planetário Móvel (demonstração)
Espécie de cúpula prateada que reproduz o céu noturno e ensina noções básicas de astronomia, por meio da simulação de movimentos.
De 28 de julho a 2 de agosto
Horário: de terça a sexta, às 14, 15, 16, 17, 19 e 20 horas. Sábados e domingos, às 10, 11, 14, 15, 16 e 17 horas
Preço: de R$ 1 a R$ 4

Olhando o céu da pré-história (exposição)
Traça um panorama da pesquisa arqueoastronômica no país e apresenta o céu a partir da perspectiva de sociedades antigas, reunindo aspectos da arqueologia e astronomia.
De: 9 a 31 de julho
De terça a domingo, 13 às 22 horas, na área de exposições
Entrada gratuita

A Astronomia no Infravermelho (palestra)
A palestra gratuita será ministrada pelo Dr. Francisco José Jablonski, que vai abordar a região do infravermelho no espectro eletromagnético, apresentando o que não se pode ver com a luz comum em um universo mais frio e transparente.
Dia 14, às 19h30, no auditório
As inscrições devem ser feitas antecipadamente, na Central de Atendimento Sesc.

Observações remotas (demonstração)
Atividade onde o observador não precisa estar presente no local onde se encontram o telescópio e a câmera astronômica. A sessão será conduzida por um profissional do INPE na Internet Livre e já aconteceu no último dia 7, devendo ser repetida nos dias 14 de julho, 4 e 11 de agosto, às 21 horas.
São 40 vagas disponíveis e as inscrições devem ser feitas na Internet Livre.

FUTURO
























Já encomendei o meu filho…mas com duas entradas .

Astrônomos americanos descobrem supernova de 11 bilhões de anos


Um grupo de astrônomos americanos descobriu as mais distantes supernovas já observadas: explosões de estrelas gigantes que ocorreram há 11 bilhões de anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica britânica Nature.

Para conseguir identificar estas explosões de estrelas muito grandes (entre 50 e 100 vezes a massa do Sol) no final de sua vida, Jeff Cooke e seus colegas da Universidade da Califórnia (Estados Unidos) utilizaram uma nova técnica que pode contribuir para a descoberta de outras estrelas mortas nos confins do universo.

Estas supernovas ocorreram há 11 bilhões de anos (tempo necessário para que a luz produzida por estas gigantescas explosões chegue até nós) quando o universo tinha apenas 2,7 bilhões de anos. Os astrônomos californianos detectaram as supernovas ao comparar imagens de um mesmo setor de céu obtidas entre 2003 e 2006, em busca de galáxias que se tornaram mais brilhantes, sinal que pode indicar a enorme quantidade de energia liberada por uma supernova.

Para aumentar a luminosidade de cada detalhe na tela do computador, Jeff Cooke teve a ideia de superpor as imagens captadas durante toda a temporada de observação e compará-las às imagens superpostas dos outros anos. "É como se faz para aumentar a duração da abertura do obturador na fotografia: uma pose mais longa permite coletar mais luz", explicou o astrônomo em um comunicado.

Novas observações com o telescópio Keck, instalado no Havaí, permitiram confirmar que os rastros luminosos deixados pelas "candidatas" eram compatíveis com uma supernova - as supernovas deixam rastros de matéria detectáveis até cinco anos depois da explosão. Quando uma estrela gigante que chega ao fim de sua vida consumiu todo o seu combustível, se expande e se contrai, provocando uma enorme onda de choque que expulsa sua camada superficial para o meio interestelar. A estrela começa então a brilhar intensamente, mas se apagará de vez em breve.

As supernovas enriquecem o universo com elementos químicos que contribuirão para a formação de novas estrelas e planetas. Os cientistas esperam que o estudo das primeiras supernovas ajudem a entender melhor a formação e a evolução das galáxias